Notícia

"ARRAIÁ DA MATHIRDE" - Edição 2018

Secretaria Municipal da Educação e Cultura 09/07/2018

 (para ver as fotos na íntegra: click em ampliar)

Um povo sem tradição morre a cada geração. (Rubens Luiz Sartori)

 

É de encher os olhos com as estampas das roupas coloridas e com as bochechinhas rosadas, e, é de encher o coração com a alegria emanada, assim como, somos todos contagiados pelo festival de risos, pulos, rodopios e danças. Está formada a melhor festa infantil de nosso Município. Juntando esta redundância para denominar mais uma edição do “Arraiá da Mathirde”, que aconteceu ontem (08/07) nas dependências da Escola Municipal Mathilde Fabris Bianchi.

Para os pais pura realização e para as crianças a pura felicidade.

Na barraquinha montada a tradicional comida típica: caju, paçoca feita no pilão, bolo de fubá, pé de moleque, na cantina: canjica, pastel, pipoca, refrigerante e cachorro quente, teve ainda pula-pula e pescaria e o forró dominou toda a festança.

Contando ainda com uma rica e divertida decoração típica, esse ano contou com uma área de exposição onde estava a mostra os trabalhos feitos palas crianças do Pré 1º Estágio, e um painel intitulado "Nossos Pequenos Grandes Artistas", onde as crianças criaram obras inspiradas no pintor ítalo-brasileiro Alfredo Volpi, contou ainda com o talento da Dona Esther na confecção das flores, e as atrações com danças e apresentações. “E as comadis capricharam na estica e os compadis tamém!”

 Contudo, o que chama a atenção e o sentimento de pertencimento ao campo que toma conta de todos nós, trazendo uma união, e é esse o papel da escola resgatar e perpetuar os hábitos, costumes e tradições de nosso povo, valorizando as coisas simples e plenas da vida.

E já que houve a inspiração em Volpi, também lembrei de um documentário que vi sobre Heitor Villa-Lobos, e me inpirei em Trenzinho Caipira: 

Arraiá Caipira

A lenha a queimar

labaredas a trepidar

caboclas e caboclos

a fogueira vem pular

Na panela a pipoca 

se põe a pular para a roupa poder mudar

Na brasa o pinhão no ponto está

na cozinha alguém se põe a gritar

o quentão pronto está

O sertanejo até esquece 

a dura lida do chão

Degusta as iguarias 

E tem os olhos para a morena

de tranças que com olhar animoso lhe olha

Espera que sobre a graças de Santo Antonio

talvez chegou a hora 

de nova vida rumar

Essa a vida do povo

que no sertão se põe a bailar.

(terminar com o som do trepidar das chamas da fogueira)